sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Metas para o Turismo de São Vicente: Projetos Especiais para o Turismo! Precisam ser Apresentados!


Só para Constar! 

E até por isso Protocolamos. Para não existir este lance de Eu não Sabia. 

EM 23 DE FEVEREIRO DE 2017. Foi protocolado o Ofício 04/2017 no Gabinete do Prefeito as Metas para o Turismo de São Vicente. 
Segue Link: 

A qual estamos aguardando a mais de 7 meses o retorno por escrito da Prefeitura.

Também acredito que não precisaríamos ficar peregrinando para descobrir qual a secretaria protocolar ofícios, entendo que o local correto é o próprio continua sendo o gabinete do prefeito. Entendo que é uma questão de eficiência da Prefeitura e que não deva ser o COMTUR esta responsabilidade. Sobre a demora da Prefeitura em responder os Ofícios protocolados do Comtur, me parece que estão cozinhando e tentando desestimular nossas ações. Não conseguimos aceitar este papinho. "sabe: no poder público é assim as coisas demoram". Talvez alguns já até acostumaram com esta situação, e até acredite ser isso normal. Desculpe-me não entendemos isso como normal, e sim como falta de eficiência e vontade de solucionar e dar as respostas por escrito a sociedade. 

O que me estranha é alguns ainda não conhecerem estas demandas. Ou estes não participam Ou não querem contribuir. Ou até mesmo não dão o devido valor para este documento que foi construído por anos e de forma participativa.

Seque novamente as 89 Metas para aqueles que ainda desconhecem algumas das soluções que foram feitas por muitas pessoas que participaram e participam feste conselho.
Segue Link:

Por gentileza, leiam!

Estas Demandas São das Pessoas! Da Sociedade Civil! Do Eleitor!

Todo o COMTUR e População Vicentina querem ver sim estes Projetos!

Não Decepicionem os Múnicipes e Visitantes (Turistas).

Estamos fazendo o Nosso Papel como COMTUR, que com bem sabe inclusive nossa atuação vem sendo elogiado e sendo modelo em nível nacional. 

Deveríamos ser bem tratados, aliás como Jóias! Ou Não?

Imaginem se o COMTUR tivesse seus pleitos e demandas rapidamente atendidos.


Lembramos que continuamos precisando da respostas por escrito de nossos ofícios!

Muita Luz e Bom Trabalho a Todos...

Renato Marchesini

Proteja nossas crianças. Denuncie - Disque 100

Por ocasião do dia 12 de outubro, em que se comemora o Dia das Crianças, e dando continuidade às ações do Ministério do Turismo voltadas ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo, o MTur lançou um novo vídeo informativo destacando a exploração sexual de crianças e adolescentes como crime hediondo no Brasil, e incentivando as denúncias por meio do canal “Disque 100”.

Mais uma vez, contamos com o apoio de todos os prestadores de serviços turísticos na divulgação do vídeo em seus empreendimentos, páginas web e redes sociais, para que a campanha alcance o maior público possível e possamos, juntos, trabalhar pela defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Ressaltamos que o vídeo não é vinculado ao Dia das Crianças, portanto, poderá ser divulgado após essa data.  

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A Importância da Participação Popular através dos Conselhos Municipais

ARTIGO: A importância da participação popular através dos conselhos municipais na formulação e aplicação de políticas públicas no âmbito local

Por..:: Liz Zumaeta Costa Cosenza

O Estado Democrático de Direito preconizado pela Constituição Federal de 1988 (CF/88), criou espaços públicos em que a população participa do processo de formulação das políticas públicas brasileiras: são os conselhos gestores, que exercem o papel de um canal de ligação entre os anseios da população e os seus gestores locais, permitindo uma cooperação na definição das políticas públicas.

Com a atuação da população nessas políticas, há um fortalecimento da autonomia dos municípios e da intervenção social, e um ambiente para mudanças no modo de pensar e agir dos cidadãos, que adquirem uma consciência da importância de sua colaboração na política do seu Município, tornando-se aptos para intervir na deliberação de seus interesses frente ao Estado. (ROCHA, 2011)

Assim, com o pleno funcionamento dos Conselhos Municipais, empodera-se a governança local (interação entre o governo e a sociedade sob uma ótima democrática) e redefine-se a cultura política brasileira, sendo imprescindível o esforço da população em fazer parte do processo decisório nas políticas públicas, fortalecendo a cidadania, com tomada de decisões, controle dos recursos públicos, respeito aos princípios que regem a Administração Pública e defesa da qualidade de vida de todos os cidadãos.

A participação social na gestão pública municipal deve ser utilizada como um meio de influenciar e contribuir na construção das políticas públicas locais, através da relação entre os diversos atores sociais e o Estado.

Dessa forma, faz-se imprescindível analisar a importância da participação dos cidadãos na elaboração e aplicação das políticas públicas municipais, através dos Conselhos Municipais, evidenciar que todo indivíduo tem o direito de participar ativamente do processo de formulação e aplicação das políticas públicas de seu município e, por fim, avaliar os Conselhos Municipais como uma das formas de participação popular na gestão pública municipal.

Essas avaliações foram realizadas a partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, com acesso a livros, periódicos, artigos científicos, sítios eletrônicos, etc, visando à construção de uma análise reflexiva a respeito. Além disso, foi realizado um levantamento nos registros do Município de Ilhéus, estado da Bahia, para verificação do estado atual de funcionamento dos Conselhos previstos em Lei Municipal.

REFLEXÕES SOBRE O COMTUR
Por..:: Renato Marchesini

O COMTUR é algo oficial e legal. O que pessoalmente me aparenta que existe a resistência de "alguns" peço que os nominem os mesmos em vossas cabeças. Que talvez pela doutrina e vício do poder, possuem a dificuldade de emanar a sociedade civil as decisões. Fato que estes nos aturam não porque nos respeitam como pessoas, profissionais, empreendedores e moradores da cidade, mas sim porque ter um COMTUR e a sociedade civil é um pré-requisito para conquistar verbas $ DADETUR. Então Você que lê este texto virou somente um pré-requisito? Me sinto na velha política onde usam as pessoas e as transformar em fantoches e bonecos para legitimar processos. Não consigo aceitar o mimimi que nos tentam engolir goela abaixo "estamos fazendo o que vocês solicitaram", não é bem assim que acompanha com serenidade o COMTUR sabe. Por exemplo:

1) Estamos a muito tempo solicitando a configuração do conselho conforme aplica o Governo do Estado de São Paulo: que é 1/3 poder público e 2/3 sociedade civil (e porque não querem?? Imagina? Não se quer dar autonomia a sociedade civil, são viciados do poder e não aceitam que a sociedade delibere, vivemos a rédias curtas dos mesmos), gostaria de ressaltar que o Estado de SP e Destinos Consolidados de Turismo é desta forma 1/3 poder público e 2/3 sociedade civil. Enquanto isso aqui a miopia e impera. Me aparenta que de forma alguma querem a gestão participativa. 

2) Sobre o Fundo Municipal de Turismo em muitos dos destinos consolidados de turismo o mesmo é administrado 100% pelo COMTUR, e em São Vicente é 100% pela prefeitura. O que solicitamos é que seja administrado em conjunto com 50% da prefeitura e 50% Comtur. E que como prêmio de consolação nos "dão" 1 vaga. Tive que escutar outro dia o COMTUR não possuía nenhuma vaga, agora tem 1, fica feliz aí! Tipo assim: Engula essa.

3) Estamos pedindo a meses a ajuda de um estagiário para o Comtur, estamos também a meses solicitando os contatos (celular, email...) de todos os membros do poder público que também não enviam. E nada. E nada. Olha é cansativo... 

4) Também acredito que não precisaríamos ficar peregrinando para descobrir qual a secretaria protocolar ofícios, entendo que o local correto continua sendo o próprio gabinete do prefeito. Entendo que é uma questão de eficiência da Prefeitura e que não deva ser o COMTUR esta responsabilidade. Sobre a demora da Prefeitura em responder os Ofícios protocolados do Comtur, me parece que estão cozinhando e tentando desestimular nossas ações. Não conseguimos aceitar este papinho. "sabe: no poder público é assim as coisas demoram". Talvez alguns já até acostumaram com esta situação, e até acredite ser isso normal. Desculpe-me não entendemos isso como normal, e sim como falta de eficiência e vontade de solucionar e dar as respostas por escrito a sociedade. 

5) Vamos nas reuniões para ter que infelizmente escutar gracinhas de "alguns" que só entendem a palavra PODER e não de verdade entende o PÚBLICO. Deveríamos ser bem tratados, aliás como Jóias. Lembro de um dos maiores preceitos do turismo que é a HOSPITALIDADE, que infelizmente o que estamos recebendo pela nossa dedicação e empenho voluntário, e que por incrível que pareça é a hostilidade.

Enfim...São muitas outras situações que acabam por afastar e desestimular as pessoas.
Não aguentamos mais tanto mimimi, descaso e provocações.


Lembro novamente Governo entra e saí e os da Sociedade Civil continuam. E Não valorizar a sociedade civil pode acabar por arruinar o Conselho. Seria lamentável. E que não vai adiantar inverter a situação e culpar a sociedade civil, pois a mesma não foi estimulada e respeitada para continuar os trabalhos.

Como disse um membro "Ninguém é Insubstituível".
E cito a frase de um amigo que muito me ensina. diz. "Ninguém é maior que sua tribo"

É um desabafo sim de alguém que é Apaixonado e faz com Amor o Turismo que seja algo Ecologicamente Correto, Socialmente Justo e Economicamente Viável....

Vale ressaltar que este COMTUR vem sendo elogiado por profissionais/pesquisadores e setores do turismo em nível nacional , deriva-se da garra e esforço de membros que se expõe e trabalham de forma Voluntária para Todos. Imaginem se tivesse o devido apoio ao seu funcionamento e ações. 


Sim Sonhamos! Somos Românticos! Somos Voluntários! Trabalhamos! Planejamos! E acreditamos no Pertencimentos das Pessoas.


Para Reflexão!
Muita Luz...

Renato Marchesini

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

15º Reunião Ordinária do COMTUR São Vicente (09-10-2017)

Olá Membros e Parceiros do Turismo,

15º  Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Turismo de São Vicente (Gestão julho 2016/2018), que será realizada (Segunda-feira), dia 09 de Outubro de 2017, às 19h30, nas da Associação Comercial de São Vicente, localizada na Rua Jacob Emerick, 1238 (térreo), Centro, na cidade de São Vicente SP.


Obs: O início dos trabalhos é as 19h30. Por gentileza, chegar com 15 minutos de antecedência.


..::Trabalhos do Dia:

1) Ofício 01/2017 (AQUI) - Regulamentação das Atividades de Praia. (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

2)  Melhorias a serem realizadas na Praia do Itararé.

3) Ofício 02/2017 (AQUI) Fundo Municipal de Turismo. (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

4) Ofício 04/2017 (AQUI) + Anexo (AQUI) - Metas para o Turismo de São Vicente (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

5) Ofício 06/2017 (AQUI) - Desvinculação Ingresso Parque Ecológico do Voturuá do Fundo Municipal de Turismo. (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

6) 
Ofício 08/2017 (AQUI) - Plano Municipal do Turismo. + Anexos: 1) Lei Complementar nº 1.261/2015 (Estabelece condições e requisitos para a a classificação de Estâncias e de Municípios de Interesse Turístico e dá providências correlatas) AQUI e 2) Resolução ST - 14, de 21-06-2016 (Estabelece parâmetros para Elaboração Plano Diretor de Turismo dos Municípios e dá outras providências)  AQUI(Respondido + Demanda em Andamento + Necessidade de Acompanhamento) .

7) Ofício 09/2017 (AQUI) - Multirão Cadastur (Cadastro Ministério do Turismo). + Anexos: 1) Agenda Propositiva e Release de Multirão Cadastur e 2) Portaria Nº 197, de 31 de julho de 2013 do Ministério do Turismo (AQUI).  AQUI(Respondido + Demanda em Andamento + Necessidade de Acompanhamento) .

8) Ofício 10/2017 (AQUI) - Marketing, Promoção e Autoestima do Destino São Vicente. + Anexo 1) Agenda Propositiva de Ação de Marketing, Promoção e Autoestima para o destino São Vicente. (Aguardando retorno do gabinete do Prefeito).

9) Ofício 11/2017 (AQUI) - (SPU) Transferir ao Município a gestão das praias marítimas urbanas de seu território, inclusive as áreas de bens de uso comum com exploração econômica. + Anexo 1) Portaria Interministerial Nº 113, de 4 de maio de 2017 (Ministério de Estado do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e Ministério do Turismo)(AQUI) e 2) Portaria Nº 113, de 12 de Julho de 2017 (Ministério de Estado do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e Secretaria do Patrimônio da União)(AQUI).  (Respondido + Necessidade de Acompanhamento).

10) Ofício 12/2017 (AQUI) - Complexo Turístico do Voturuá (Morro da Asa Delta). (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

11) Regimento Interno COMTUR.

12) Assuntos Gerais.

A confirmação da presença e as justificativas de ausência dos Membros do COMTUR devem ser enviadas através por e-mail, antes da próxima reunião.

Agradecemos a Todos que já estão Contribuindo para uma São Vicente Melhor!
COMTUR Democrático, Participativo e Transparente.
Precisaremos da Participação Pró Ativa de Todos!


COMTUR FORTE = Turismo Forte!


Somente com o Diálogo e a União de Esforços teremos um Turismo Consolidado e Sustentável em São Vicente.

Qualquer dúvida e sugestão ficamos à disposição,

Muita Luz...

Renato Marchesini
Presidente COMTUR São Vicente.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ofício 01/2017 (de 03 de janeiro de 2017) - Regulamentação das Atividades de Praia. (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

Bom dia, a Todos!!!!

Ofício 01/2017 (de 03 de janeiro de 2017) - Regulamentação das Atividades de Praia. (Aguardando retorno do Gabinete do Prefeito).

Amigos Gerreiros e Empreendedores das Orlas e Amigos do Turismo, O COMTUR também aguarda anciosamente esta posição há 9 meses (Literalmente Um Parto) e até agora não tivemos uma ação e resposta por escrito do poder público.

É uma necessidade urgente que consideramos uma das medidas estruturantes do Turismo de São Vicente.
Nínguem fala nada... Sentimento de Descaso e Omissão. O que ocorre? Não compreendem a necessidade? Estão esperando o que?

É uma medida que não necessita de $$$ e sim querer realizar.

Isso gera desânimo e descrédito da sociedade civil, moradores e turistas de São Vicente perante a seriedade das Políticas de Turismo na Cidade.

Não é possível uma questão tão importante ser lhe dada desta forma. O sentimento é que estão cozinhando as pessoas. E nos perguntamos, quem são os cozinheiros?

Mais uma vez afirmo que o que queremos é um Turismo Sustentável e Consolidado para São Vicente e Região.

COMTUR FORTE = Turismo Forte!

Muita Luz....
Renato Marchesini


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Cadastro Ministério do Turismo: Importante Ação!


São Vicente dá mais um passo para auxiliar o desenvolvimento do setor: a Secretaria de Turismo (SETUR) está realizando um mutirão para o registro gratuito de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Nacional dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

De acordo com as Leis nº 11.771/08 e nº 8.623/93, o cadastro é obrigatório apenas para agências de turismo, meios de hospedagem, guias de turismo, transportadoras turísticas, acampamentos turísticos, organizadoras de eventos e parques temáticos. A SETUR auxiliará no preenchimento do cadastro, através de agendamento pelo telefone (13) 3561-1119. Para participar, basta acessar: http://bit.ly/1jOGErn.
O Cadastro das outras atividades também são importantes para ranqueamento no Mapa do Turismo Brasileiro. Mesmo não sendo obrigatórias.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dica Capacitação: Brasil Braços Abertos MTUR

Bom dia COMTUR,

Dica Capacitação.

Vem cá, dá um abraço! Se você trabalha na linha de frente do turismo, o Brasil Braços Abertos é feito pra você. O programa oferece um Curso de Atendimento ao Turista totalmente online, com 80 horas/aula e certificado.

As inscrições vão até 30 de setembro, corre lá >> http://brasilbracosabertos.turismo.gov.br/

Quer tirar dúvidas sobre o curso? Só clicar aqui >> http://bit.ly/2sesjwW

Muita Luz.....

Renato Marchesini



Circular Setur São Vicente SP - Setembro 2017














segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Porto das Naus Abrigou um Engenho

Confira a reportagem que foi publicada no jornal impresso da A Tribuna, sobre o Porto das Naus, no dia 17-07-11.





Fragmentos descobertos no primeiro trapiche brasileiro confirmam antigas suspeitas e aumentam sua importância histórica 



Fotos: Paulo Freitas

Texto: Victor Miranda


Da Redação

Se antes havia suspeitas, agora não restam mais dúvidas. O local conhecido como Porto das Naus ­ primeiro trapiche da história do Brasil ­, em São Vicente, abrigou um engenho entre o final do século XVI e o século XVII. A constatação se deu após a primeira fase de escavações arqueológicas. Fragmentos na forma do Pão de Açúcar encontrados debaixo da terra confirmam o fato histórico. Uma pequena fossa em formato circular também serve como um forte indício de que o local foi um engenho. Até então, tudo o que existia eram algumas suposições, baseadas em mapas antigos e imprecisos e relatos de historiadores que acreditavam possuir evidências. Agora, o local situado no bairro do Japuí passa a ter uma importância histórica ainda maior, por se tratar de um ponto importante das primeiras décadas da colonização do Brasil. Nem precisou escavar muito para se chegar às descobertas. A menos de um metro abaixo da terra já foi possível encontrar um piso antigo, da época do engenho, que indica uma sobreposição das estruturas no decorrer dos anos. "Sempre se falou que esse era um lugar com grande relevância, que uma escavação aqui poderia revelar muitas coisas, mas nunca havia sido feita uma pesquisa arqueológica no Porto das Naus. Ainda estamos no começo dos trabalhos e, por isso, acredito que ainda teremos muito mais descobertas", comenta o arqueólogo Manoel Gonzalez. As atividades começaram há menos de seis meses. Pelo teor do que foi encontrado, o especialista prevê que o trabalho será de longo prazo, durando pelo menos cinco anos. Alguns aspectos, aliás, têm dificultado a vida dos pesquisadores. Ao longo dos anos, foram feitas várias ações paisagísticas que acabaram por degradar o material histórico. Pedras do paredão que compõe o cenário, por exemplo, foram removidas para fazer caminho. As estruturas antigas foram ignoradas e até substituídas por novas em alguns pontos. Árvores plantadas no local também prejudicam as escavações. 






Ousadia


Mesmo com esses percalços, o historiador Marcos Braga diz estar motivado para as próximas etapas dos trabalhos. Junto a órgãos ambientais, foi conseguida a remoção de algumas árvores que ficam bem no meio do sítio. "Há uma verba federal que estamos aguardando para iniciar as pesquisas submersas. Mas não vamos ficar só na água. Queremos fazer um trabalho no sentido do morro. De repente, encontramos um ponto de observação do antigo trapiche", supõe. Do mar, eles esperam encontrar restos de embarcações e arte fatos antigos, especialmente dos séculos XVII e XVIII. Uma vez que a maré possivelmente era mais baixa, essa tese ganha força. Após um trabalho de limpeza na margem do Porto das Naus, foram encontradas faianças ­ a mais antiga é inglesa, do século XVIII.



Segundo Braga e Gonzalez, alguns moradores mais antigos relataram, em outras ocasiões, a existência de urnas funerárias no Morro do Japuí. Eles acreditam que possa existir, inclusive, um cemitério indígena no local. Como antigamente não havia a Avenida Tupiniquins separando o morro do mar, é bem provável que a área do engenho avançasse no sentido da vegetação.






Local deixou sua marca na história

Ruína do início do século XVI, o Porto das Naus é tombado como patrimônio histórico federal (Iphan), estadual (Condephaat) e municipal (Condephasv). Embora remeta ao início da fase de colonização, o local já era utilizado antes da chegada de Martim Afonso a São Vicente, por homens como o Bacharel de Cananéia, Antônio Rodrigues e João Ramalho. O Porto das Naus esteve diretamente ligado às origens da Vila de São Vicente. Documentos indicam que funcionou como ponto de produção e comercialização de produtos da Vila e da Capitania de São Vicente no século XVI. O Bacharel de Cananéia, por volta de 1510, utilizava o ponto como estaleiro e porto de sua povoação, onde construía bergantins, (pequenos barcos) e realizava reparos nas embarcações que por ali passavam. Historiadores ainda não chegam a um consenso se a área abrigou a chegada da esquadra de Martim Afonso de Souza­ a outra hipótese é que a mesma se deu pela Ponta da Praia. Benedito Calixto era um dos que defendiam que o fundador da Vila de São Vicente aportou no Porto das Naus. É quase certo que desde a fundação oficial da Vila, em 1532, o Porto das Naus foi utilizado como um trapiche alfandegário ­ o primeiro do Brasil. Mas a partir do final da década de 1540, o local passou por mudanças de uso. O chamado "maremoto" que destruiu a antiga Vila de São Vicente próximo a 1540 foi um dos motivos. Uma grande ressaca assoreou a entrada da barra da baía de São Vicente, tornando-a inavegável para embarcações de grande porte. Além disso, a fundação da Vila de Santos, com um excelente porto natural, tornou o Porto das Naus obsoleto. 


O desmatamento causado pela extração do pau-brasil é outro fator que pode ter contribuído para o assoreamento da Baía de São Vicente. O local também sofreu com a ação de piratas. Em 1536 foi atacado por Ruy Mosquera. Entre 1585 e 1591, foi a vez do corsário inglês Thomas Cavendish. Em 1615, a Vila foi atacada pelo corsário holandês Jorisvan Spillbergen, sendo famosa uma ilustração desse ataque, que mostra as edificações do engenho ­agora de existência comprovada ­em chamas. Após 1580, o Porto das Naus foi transformado em engenho de açúcar por Jerônimo Leitão, que ali construiu um trapiche, uma capela (Nossa Senhora das Naus) e casa de purgar. O engenho deveria ter uma ligação direta com a encosta do morro, principalmente para captação de água. Essas edificações foram destruídasnoataquede1615. Após o início do século XVII, intensificou-se o declínio não só da Vila de São Vicente como de toda a Capitania de São Vicente, e o local do Porto das Naus foi perdendo sua importância. Mesmo assim, por sua localização, continuou como lugar de desembarque de pessoas que vinham da ilha para o continente em embarcações saindo do Portinho ao lado do atual Morro dos Barbosa (Corpo de Bombeiros). 



Sonho é criar projeto educacional



As descobertas recentes, aliadas a já constatada relevância histórica do Porto das Naus, têm feito o historiador Marcos Braga sonhar. Seu alvo: transformar o aspecto do local em uma área de interesse cultural e educacional. Para isso, a partir de janeiro, o espaço deve integrar um roteiro histórico de São Vicente, que teria início no próprio Porto das Naus e seguiria até a Igreja Matriz. A proposta será compartilhada com a Secretaria da Educação. "Queremos que as crianças acompanhem o trabalho dos arqueólogos, participando desse sítio escola.Vamos fazer um trabalho de banners explicativos e até colocar os alunos para ajudar em a escavar",relata. O arqueólogo Manoel Gonzalez explica que a idéia é criar um projeto museológico. "Se tudo der certo, teremos passarelas sobre a área de escavações, onde será possível observar o cotidiano dos nossos trabalhos". Conversas para viabilizar essa iniciativa já foram iniciadas junto à Prefeitura de São Vicente. A proposta é que o sítio-escola faça parte das comemorações dos 480 anos da Cidade, que acontecem em 2012. 




Descoberta é relevante para memória do País

O trabalho realizado no Porto das Naus tem uma relevância muito maior do que parece. Segundo o arquiteto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Victor Hugo Mori, as descobertas no local são tão importantes quanto às do Engenho dos Erasmos, em Santos. "É um trabalho maravilhoso, e uma descoberta muito relevante. Os mapas e as informações que tínhamos até então, sempre foram imprecisos. Mas agora não restam mais dúvidas: aquele local abrigou um engenho". Segundo ele, sempre foram comentadas três possibilidades para o Porto das Naus: terminal alfandegário, armazém alfandegário ou um engenho de açúcar movido por tração animal. Agora, são duas hipóteses e uma certeza. "As outras interpretações ainda podem ser confirmadas ou não, dependendo do que for encontrado. Mas podemos destacar a importância de um engenho que comprovadamente fez parte dos primeiros anos da colonização do Brasil", relata Mori, empolgado. 


Fonte: A Tribuna

terça-feira, 22 de agosto de 2017

14º Reunião Ordinária do COMTUR São Vicente (11-09-2017)

Olá Membros e Parceiros do Turismo,

14º  Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Turismo de São Vicente (Gestão julho 2016/2018), que será realizada (Segunda-feira), dia 11 de Setembro de 2017, às 19h30, nas da Associação Comercial de São Vicente, localizada na Rua Jacob Emerick, 1238 (térreo), Centro, na cidade de São Vicente SP.


Obs: O início dos trabalhos é as 19h30. Por gentileza, chegar com 15 minutos de antecedência.
Pela quantidade de Pautas e definições importantes, sugiro no dia estendermos um pouco a nossa reunião.


..::Trabalhos do Dia:

1. Andamento e Apresentação do PDTUR (Plano Diretor de Turismo) e Empresa Urbatec;
2. Programa Feira de Oportunidades - Por Sr. Jorge Moura;
3. Transferência da Gestão da Orla para o Município + Projeto Urbanístico;
4. Matéria AMITUR (Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico): Ótimos Exemplos que nos tem sido dados pelo COMTUR São Vicente;
5. Respostas Ofícios por Escrito (protocolos/andamentos);
6. Obras Dadetur:  Aprovada pelo COC (Apresentação dos Projetos Executivos ao COMTUR)
7. Circulação de Veículos em São Vicente e Região. Comissão da Câmara de Vereadores e participação do COMTUR.
8. Assuntos Gerais.

A confirmação da presença e as justificativas de ausência dos Membros do COMTUR devem ser enviadas através por e-mail, antes da próxima reunião.

Agradecemos a Todos que já estão Contribuindo para uma São Vicente Melhor!
COMTUR Democrático, Participativo e Transparente.
Precisaremos da Participação Pró Ativa de Todos!


COMTUR FORTE = Turismo Forte!


Somente com o Diálogo e a União de Esforços teremos um Turismo Consolidado e Sustentável em São Vicente.

Qualquer dúvida e sugestão ficamos à disposição,

Muita Luz...

Renato Marchesini
Presidente COMTUR São Vicente.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

COLONIZAÇÃO DA CAPITANIA DE SÃO VICENTE



Por..:: Marco Antunes de Lima

INTRODUÇÃO 
O Brasil só começou a ser realmente explorado a partir de 1530, principalmente com as lavouras de cana que se tornaram um dos grandes negócios do mercantilismo, mas, não foi apenas engenhos de canas que existiram no Brasil em seus primeiros anos de colônia; a grande produção de cana ficou mais voltada para a região Nordeste do país enquanto havia outras regiões que também sobreviviam. É o caso da capitania de São Vicente, que por questões a serem discutidas neste trabalho sobreviveram também da exploração da cana de açúcar mas também devido a outras atividades econômicas.

O que discutiremos neste trabalho será isso: Como se deu a colonização da capitania de São Vicente? E mais, Por que se deu esta colonização? Iremos aqui discutir os fatores da colonização da capitania de São Vicente, onde foram fundados vários núcleos populacionais do país muito famosos até hoje em dia, como por exemplo a cidade portuária de Santos, e o centro econômico do país, a cidade de São Paulo, isso tudo em meados do século XVI.

AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
As capitanias hereditárias foram doações de terras por parte da corte portuguesa a donatários com recursos para usos destas terras. As capitanias não surgiram no Brasil, e sim já eram utilizadas na ilha da Madeira. No Brasil as capitanias começaram a ser doadas a partir de março de 1532, a partir de cartas de doação do rei D. João III de Portugal aos seus donatários; no total, as terras brasileiras, ainda traçadas a partir do tratado de tordesilhas, foram divididas em 15 capitanias, pertencentes estas a 12 donatários diferentes. As capitanias mais famosas que existiram no território brasileiro foram as capitanias de Pernambuco, de Duarte Coelho; e a capitania de São Vicente, de Martim Affonso de Sousa.

Em um primeiro momento da história brasileira, as capitanias hereditárias foram inventadas para que a coroa portuguesa pudesse melhor estabelecer os seus domínios sobre a nova terra descoberta, que por 30 anos, ficou a mercê de todos sem que a coroa se importasse com ela. Mas surge a preocupação da coroa portuguesa com as suas terras descobertas, já que corsários de outras nações européias começam a explorar as novas terras, como os franceses que exploravam o pau-brasil no nosso país. Ou seja, as terras brasileiras foram divididas em capitanias e estas doadas a nobres portugueses para que estes, com seus recursos, em um primeiro momento pudessem defender as terras portuguesas ultra-mar.

As capitanias também deveriam ser partidas por seus donatários, ou seja, estes deveriam doar terras de suas capitanias a outros, chamadas estas terras de sesmarias. Essa divisão de terras dentro da própria capitania ocorreu devido a necessidade de colonização que precisava a coroa portuguesa nas terras do Brasil, para que esta fosse melhor defendida contra os invasores de outras nações européias. Uma das capitanias mais conhecidas foi a capitania de São Vicente, a qual veremos a seguir como se desenvolveu e quais suas origens.

capitania de São Vicente foi doada pelo Rei de Portugal, D. João III a Martim Affonso de Sousa à 28 de Setembro de 1532. Mas esta não surgiu no momento de sua doação; já que as terras de São Vicente já existiam antes da chegada de seu fundador, Martm Affonso de Sousa. Bem antes de 1531(quando Affonso de Sousa chegou à São Vicente) já existiam portugueses que habitavam esta região junto com os índios.

Muito antes da chegada da armada de Affonso de Sousa já alguns portugueses habitavam a região da capitania de São Vicente, como por exemplo, João Ramalho e Antônio Rodrigues. Estes homens provavelmente eram náufragos portugueses que vieram parar nestas terras nos primeiros anos após a descoberta da nova terra por parte de Cabral.

Estes homens formaram pequenas vilas (ainda não denominadas como vilas) nas regiões da capitania, e viviam junto com os índios destas regiões. Seus primeiros trabalhos na nova terra era um trabalho de agricultura, pois estes homens vinham de regiões agrícolas de Portugal. A caça de escravos índios também era utilizada por esses primeiros homens em terras brasileiras, já que o porto de São Vicente (antes da chegada de Martin Affonso) era conhecido como um porto de escravos. Esses homens que habitavam não só a região de São Vicente, mas também outros portos mais ao sul provavelmente vieram de naus clandestinas que vinham em busca de terras e procuravam chegar ao rio da Prata, tanto que em alguns portos da mesma época também residiam náufragos espanhóis, que provavelmente buscavam o caminho do rio da Prata.

A chegada de Martim Affonso de Sousa, e também sua instalação na nova terra foi facilitada devido a esses portugueses que já viviam a anos na nova terra e tinham relações mais concretas com os índios da região. Acreditamos que, já na saída de Portugal, Martim Affonso de Sousa já sabia da existência de homens portugueses nas terras que iria explorar e colonizar.

Em 21 de Janeiro de 1532, Marim Affonso de Sousa desembarca em São Vicente e com ajuda de João Ramalho funda a primeira vila brasileira, derivada do antigo porto existente, a vila de São Vicente. Com a ajuda também de João Ramalho, Martim Affonso de Sousa funda também a vila do Piratininga no alto da serra (atual serra do mar).

Martim Affonso de Sousa não permaneceu no Brasil e voltou a Portugal, mas deixou muitos de seus homens em terras brasileira, como por exemplo Braz Cubas que depois se tornou capitão-mor da capitania. Esses homens que ficaram foram aqueles que realmente começaram a colonizar mais intensificamente a capitania de São Vicente, pois começaram a comandar e a organizar a nova terra descoberta.

A IMPORTÂNCIA DOS JESUITAS
Os jesuítas tiveram um papel importante na colonização da capitania de São Vicente, estes podiam ser considerados como um "elemento moderador entre as pretensões dos colonos e as prerrogativas ancestrais dos gentios" (HOLANDA, 1960:69), então, como vemos, os jesuítas facilitavam as relações entre os portugueses colonizadores e os índios. Os jesuítaseram aqueles que catequizavam os índios, e, de alguma forma, colocavam os índios na sociedade colonial para ajudar na colonização de São Vicente.

Foram também os jesuítas que fundaram muitas vilas pelo interior da capitania, como por exemplo, a mais famosa de todas, a vila de São Paulo, fundada pelo Padre José de Anchietaem 1554. Os jesuítas fundavam essas vilas, tanto para serem pontos de concentração de colonos mas também para sempre pontos de catequese dos índios nativos. Então, como vemos, os jesuítas tiveram um papel muito importante na colonização da capitania de São Vicente e também na colonização das terras brasileiras.

A DEFESA DAS TERRAS DESCOBERTAS
A colonização da capitania de São Vicente e de todo o resto do Brasil se deu muito devido a necessidade de defesa por parte dos portugueses contra as outras nações européias que tentavam conquistar terras no novo mundo. Muitos dos que vieram colonizar e povoar a capitania de São Vicente vieram a mando da coroa portuguesa para também defender as terras. Os franceses se localizavam nas terras onde hoje fica o Rio de Janeiro, e a proteção contar esse era muito importante, como vemos no trecho a seguir: "Embora naquela época se cogitasse do levantamento de fortificações em vários pontos do litoral brasileiro, foram especialmente as Capitanias de Santo Amaro e de São Vicente, próximas ao Rio de Janeiro, onde se haviam instalado os franceses, os locais mais visados pelos cuidados bélicos da administração lusitana." (CORDEIRO, 1951:157) Os espanhóis se localizavam mais ao sul, isso fazia que a região da capitania sofresse sempre ataques principalmente as vilas portuárias, que também eram atacadas por corsários ingleses. A proteção das terras da coroa era tão importante que fortes foram construídos para melhor assegurar as defesas.

A colonização não serviu apenas para se defender das outras nações européias mas também para se defender dos índios, que, como por exemplo os tamoios atacavam os povoados portugueses em terras brasileiras. Infinitas guerras aconteciam entre os portugueses e os índios, e estes últimos, quando derrotados eram geralmente escravizados e utilizados nas vilas e até mesmo vendidos, se tornando a escravização dos índios um grande negócio existente na Capitania de São Vicente. A escravização indígena era um negócio existente antes até da chegada de Martim Affonso de Sousa à São Vicente.

O OURO E A PRATA
O mito do El Dorado sempre fascinou os europeus por toda a sua história, crescendo ainda mais após a descoberta da América e ainda mais após os espanhóis acharem ouro e prata no Peru e no México. O sonho do El Dorado não ficou apenas no lado espanhol mas também apareceu no lado português e a capitania de São Vicente tem grande importância na procura do ouro e da prata na América. Muitos dos colonos que povoaram a capitania de São Vicente vieram em busca do ouro, que era relatado como achado por alguns pelo sertão da capitania. A busca pelo ouro e pela prata foi muito importante para o povoamento e para colonização de São Vicente e toda sua região. Essa busca serviu também para que a colonização e povoamento das novas terras não ficassem apenas na faixa litorânea e sim para que esta se estendesse pelo sertão, criando novas vilas e assim crescendo a população brasileira.

CONCLUSÃO
A Capitania de São Vicente foi uma das mais conhecidas da história brasileira, foi nela que a primeira vila brasileira foi fundada e foi nesta região que grandes cidades brasileiras surgiram.

O povoamento desta capitania já existia antes desta existir oficialmente e antes que o Rei de Portugal ordenasse a colonização desta área, por parte daqueles, náufragos provavelmente, que fundaram os seus pequenos portos, principalmente para comercialização de escravos.

A colonização e povoamento da Capitania de São Vicente se deu por dois fatores principais muito importantes; o primeiro é o fator de que as terras brasileiras precisavam ser defendidas de ataques de outras nações européias, e para se defender uma terra é necessário que exista pessoas nesta terra. São Vicente era ainda um ponto de perigo de perda para os portugueses, pois esta capitania ficava perto das áreas de domínio espanhol e também próxima ao Rio de Janeiro, onde os franceses se instalaram, e também era uma zona de passagem para o Rio da Prata. O segundo fator importante para a colonização, e mais importante, povoamento desta capitania é o da busca pelo ouro e pela prata, em suma, a busca pelo el dorado; trazendo muitos portugueses que se aventuravam pelos sertões da capitania em busca do ouro.

A capitania de São Vicente foi uma das poucas capitanias em que a colonização não se deu apenas na faixa litorânea, mas também no sertão, já que a sua existência não se deu para a plantação de cana-de-açúcar como nas capitanias nordestinas. A colonização e povoamento na Capitania de São Vicente foi muito diferente das outras capitanias brasileiras.

BIBLIOGRAFIA
- CASTRO, Eugênio de. A Expedição de Martm Affonso de Sousa: 4º Centenário da Fundação de São Vicente. F. Briguiet & Cia: Rio De Janeiro, 1932.

- CORDEIRO, J. P. Leite. Braz Cubas e a Capitania de São Vicente. São Paulo, 1951.

- HOLANDA, Sérgio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira.1º Volume. Difusão Européia do Livro: São Paulo, 1960.

- THEODORO, Janice. São Paulo- Quatro Séculos de História. Artigo retirado da internet no endereço http://www.ceveh.com.br/artigos/sampa.htm.

- Grande Enciclopédia Larrouse Cultural. Volumes 5 e 21. Plural Editora e Gráfica: São Paulo, 1998.

- Texto retirado da internet no endereço http://www.historiadobrasil.com.br/

Fonte..:: Blog Caiçara